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Lesão no tendão de Aquiles

por Radiografia Desportiva, em 28.10.15

O tendão de Aquiles é a estrutura tendinosa mais resistente do corpo. Quando os músculos gémeos contraem fazem com que o tendão de Aquiles puxe o pé para baixo (flexão plantar).

 

Os tendões são irrigados na junção osteotendinosa, a partir de vasos dentro do osso e do periósteo. A força de um músculo ou tendão é medida pela tensão e deformação. A unidade músculo-tendão é viscoelástica, isto é, tem propriedades mecânicas dependentes do tempo. Quando há uma rotura total do tendão, este não consegue cumprir "o seu papel de unir o músculo ao osso" e assim, a função muscular fica comprometida. Este tipo de lesão, acontece maioritariamente na zona de menor irrigação sanguínea, 4 centímetros por cima do calcanhar.

 

Por norma, esta lesão requer tratamento cirúrgico na maioria dos casos clínicos. Neste tipo de tratamento, os dois topos do tendão são suturados e segue-se um período de imobilização de 8 semanas. A recuperação total deste tipo de lesão, demora cerca de 20 a 24 semanas e a Fisioterapia é importante durante este período de tempo.

 

Se por algum motivo, a recuperação não for conseguida a 100% (principalmente a nível de extensibilidade do tendão) pode ser necessário realizar uma tenotomia (em que o principal objectivo é conseguir novo alongamento do tendão para atingir adequada amplitude de movimento posteriormente).

 

Há inúmeros casos clínicos no desporto. Dos mais carismáticos, foi do futebolista Zanetti.

 

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"Voltarei ainda mais forte", foi a frase que disse depois de uma lesão grave no tendão de Aquiles do antigo e eterno capitão do Inter, quando tinha 40 anos. Há outros desportistas que tiveram a mesma lesão, seja no futebol (mesmo com outras funções dentro de campo, como a de guarda-redes), basquetebol, futsal, entre outros.

 

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Na maioria das vezes, não há qualquer contacto ou trauma. Partilhamos o vídeo de Fernando Gago, que teve esta lesão aos 24 segundos de jogo.

 

 

Tanto para prevenção como após recuperação de lesão, devem ser realizados exercícios de fortalecimento muscular, alongamento da cadeia posterior, exercícios proprioceptivos e treino funcional. Por outro lado, o aquecimento antes dos treinos e jogos, é extremamente importante.

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publicado às 01:03

Crioterapia

por Radiografia Desportiva, em 22.09.15

A crioterapia (aplicação de gelo), diminui o edema, a inflamação e a dor (por inibição dos nociceptores) pela redução do metabolismo dos tecidos lesados. Estes fatores servem para o decréscimo do espasmo muscular e do posterior dano dos tecidos.

 

Na imagem, o jogador de futebol Hulk realiza este tipo de tratamento após o jogo da Liga dos Campeões frente ao Valência (vitória do Zenit por 3-2). 

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A crioterapia pode também ser combinada com compressão e elevação para tratar o edema. Deve ser aplicada à área entre 10-15 minutos, em intervalos de 2 horas.

 

Também há sacos de gelo instantâneo (o frio depende de uma reação química que ocorre quando os seus componentes entram em contacto). Os sacos são por norma mantidos à temperatura ambiente. Este tipo de crioterapia, permite moldar bem a região a tratar, sendo que o tempo de tratamento é o mesmo.

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publicado às 02:00

Tendinopatia do tendão rotuliano em atletas de basquetebol

por Radiografia Desportiva, em 06.09.15

A tendinopatia do tendão rotuliano é uma lesão relacionada com a sobrecarga existente neste tendão e recorrente em desportos que tenham o salto implícito no gesto técnico (Cohen, Ferreti, Marcondes, Amaro & Ejnisman, 2008), como é o caso do basquetebol.

 

Veja o vídeo e as semelhanças de dois grandes atletas, que utilizam o salto diversas vezes no seu jogo e lançamento. Estes movimentos expõem os atletas a este tipo de lesão. A atividade que mais causa a tendinopatia rotuliana é o salto realizado de forma excessiva. Este movimento expõe os atletas a este tipo de lesão, já que o quadricípete trabalha para a extensão do joelho (impulsão para o salto) e para a recepção ao solo. 

 

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Não existe ainda uma nomenclatura que seja inequívoca em relação aos termos que devem ser utilizados para descreverem esta situação clínica. No entanto, muitos autores sugerem o termo tendinopatia para descrever de uma forma genérica todas as patologias inerentes às lesões tendinosas (Khan, Cook, Taunton & Bonar, 2000; Jardim, 2005 & Cohen, et al., 2008).

 

—O tendão rotuliano insere-se, em cima, no vértice da rótula e por baixo, na tuberosidade anterior da tíbia, depois de se dirigir obliquamente para baixo e ligeiramente para fora. A face posterior do tendão relaciona-se, em baixo, com a bolsa serosa pré-tibial e por cima, com a massa adiposa anterior do joelho (Pina, 2006).

 

—A tendinopatia do tendão rotuliano é uma das condições tendinosas mais comuns em praticantes de modalidades desportivas (Khan et al., 2000). A prevalência desta lesão varia entre 35% a 40% em basquetebolistas de alta competição. Os jogadores de basquetebol saltam em média 70 vezes por jogo e cada recepção ao solo representa cerca de seis a oito vezes o seu peso corporal (—Bhar, Fossan, Loken & Engebretsen, 2006).

 

—A abordagem terapêutica para as tendinopatias do tendão rotuliano pode ser efetuada por duas grandes vertentes: o tratamento conservador e o tratamento cirúrgico. —Em termos clínicos, independentemente da fase em que se encontre a lesão, a abordagem inicial deverá ser sempre conservadora e o objetivo do tratamento passa por reduzir a dor e recuperar a função do atleta.

 

—Para esta lesão, são várias as propostas de intervenção descritas (para o tratamento conservador), nomeadamente:

- Repouso (parcial ou absoluto)

- Crioterapia (gelo)

- Realização de exercícios excêntricos

- Eletroterapia

- Correção biomecânica dos fatores predisponentes da lesão

- Redução de carga de treino

- Farmacologia

- Ligaduras funcionais de dispersão de forças (junto ao tendão rotuliano)

(Khan, 2000; Cook & Khan, 2001; Jardim, 2005 & Cohen, 2008).

 

—Em relação aos procedimentos cirúrgicos que existem, pode-se destacar a excisão de áreas necrosadas, resseção da inserção tibial do tendão rotuliano com realinhamento e/ou descompressão do tendão assistida com artroscopia (Khan, et al., 2000).

 

—Apesar de ser muito estudada, a tendinopatia do tendão rotuliano não possui uma evidência científica consistente que clarifique as suas causas, o seu processo fisiopatológico e os procedimentos utilizados no tratamento conservador.

Bons treinos!

 

—Bhar, R., Fossan, B., Loken, S., & Engebretsen, L. (2006) – Surgical Treatment Compared With Eccentric Training For Patellar Tendinopathy (Jumper´s Knee).The journal of bone and joint surgey, Vol. 88-A, nº(8).

—Cohen, M., Ferreti, M., Marcondes, F. B., Amaro, J. T & Ejnisman, B. (2008) – Tendinopatia patelar. Rev Bras Ortop, nº (8): 309-18.

—Cook, J. & Khan, K M. (2001) - What is the most appropriate treatment for patellar tendinopathy? Br J Sports Med, pp 291-294.

—Jardim, M. (2005) – Tendinopatia Patelar. EssFisOnline, Vol. 1, nº (4).

—Khan, K. M., Cook, J. L., Taunton, J. E. & Bonar, F. (2000). - Overuse Tendinosis, Not Tendinitis - Part 1: A New Paradigm for a Difficult Clinical Problem. The Physician and Sports medicine, Vol.28 nº 5.

—Pina, J. A. E. (2006) – Anatomia Humana da locomoção. 3ª Ed., Lidel - Lisboa.

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publicado às 19:37


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