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Desporto e saúde - Exemplo da aliança perfeita

por Radiografia Desportiva, em 13.05.16

Vichai Srivaddhanaprabha, o dono do Leicester City, após ter conseguido conquistar a Premier League quando todos acreditavam que era impossível, decidiu agradecer o apoio da cidade local e doou 2 milhões de libras (cerca de 2,5 milhões de euros) para um hospital pediátrico!

 

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De facto, esta equipa, não pára de surpreender... pela positiva!

 

O objectivo, para além das infra-estruturas, é ganhar diferenciação em todas as especialidades na sua componente infantil e quem sabe, se não virá de lá um novo Jamie Vardy para o clube.

 

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publicado às 00:54

Exercício na obesidade - Nunca é tarde para começar...

por Radiografia Desportiva, em 04.04.16

Têm existido vários incentivos e até mesmo programas televisivos (como o "The Biggest Loser") que incentivam as pessoas a alterar a forma como se alimentam e como gerem o seu dia-a-dia a nível físico. 

 

A obesidade resulta de um excesso de gordura corporal que por norma, tem com consequência um prejuízo significativo para a saúde.

 

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Há diferenças entre excesso de peso e obesidade. Considera-se que pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 e 29,9 têm excesso de peso, enquanto que IMC’s superiores a 30, são característicos de pessoas obesas (McArdle, W. et al., 2003).

 

Os pequenos excessos diários, são os grandes responsáveis pelo aumento quase exponencial da obesidade (incluindo obesidade pediátrica). Apenas nos países da Europa do Norte (Noruega, Finlândia e Suécia) existem leis claras e restritivas, a regulamentar a publicidade alimentar (Lean, Lara & O'Hill, 2006). A obesidade é um problema que tem aumentado em todo o mundo e atinge cada vez mais as crianças, que não têm maturidade suficiente para perceber as consequências de uma má alimentação (Kushner, 2006).

 

Nesta medida, é necessário começar a falar (ainda mais) da importância do exercício, em paralelo com uma cuidada alimentação. Os resultados da realização de exercício físico dinâmico e regular estão associados à diminuição de peso e gordura corporal.

 

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A American College of Sports Medicine (ACSM) recomenda como primeiro objetivo, a realização de pelo menos 150 minutos de exercício por semana, de intensidade moderada. No entanto, para a perda de peso a médio/longo prazo, é necessário maiores quantidades de exercício. A ACSM também recomenda a realização de exercícios de resistência, no sentido de complementar o programa de exercícios de endurance.

 

A prescrição de exercício deve enfatizar o gasto de energia, mas deve ser o mais agradável para a pessoa e deve encaixar-se no seu estilo de vida.

 

- Modo: exercícios sem suporte de peso, caminhadas, aumento da intensidade nas atividades diárias e treino de resistência.

- Frequência: diariamente ou pelo menos 5 sessões por semana.

- Duração: 40 a 60 minutos por dia ou 20 a 30 minutos 2 vezes ao dia.

- Intensidade: 50 a 70% do VO2 máximo.

Quando o risco de lesão é reduzido e a pessoa está mais tolerante ao exercício, podem ser sugeridos exercícios de intensidade de 70 a 85% do VO2 máximo.

 

A prevenção de lesões deve ser sempre tida em conta na realização de exercício para adultos obesos. Isto porque, o excesso de peso pode exacerbar a existência de problemas articulares, musculares e/ou tendinosos. Exercícios de flexibilidade, aquecimento e retorno à calma, progressão de exercícios (maioritariamente exercícios de baixo impacto) hidratação e roupa adequada, são aspectos a ter em conta.

E quem diz que não tem tempo para fazer exercício, tem de pensar nas consequências disso.

 

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Lean M., Lara J., O'Hill J. (2006). ABC of obesity: strategies for preventing obesity. BMJ, 333: 959-62.

Kushner, R. (2006). Medical Management of Obesity. in Buchman, A. Clinical Nutricion in Gastrointestinal Disease. Thorofare: Slack Incorporated.

McArdle, W. et al. (2003). Fisiologia do Exercício – Energia Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.

 

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publicado às 20:07

A Radiografia Desportiva vai ter mais uma crónica, que se chama "Uma imagem vale mais que mil palavras".

Paralelamente às crónicas "Hoje é dia de..." e "Resposta aos leitores", este artigo também irá relacionar sempre os dois temas base desta página: desporto e saúde.

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Os adeptos do Liverpool prestaram uma homenagem a um jovem fã, Owen McVeigh, que faleceu por leucemia.

 

Anfield Road, conta com adeptos que chamam a nossa atenção, quase sempre pelas melhores razões. O cântico "You'll never walk alone" é uma inspiração e foi mais uma vez cantado em uníssono, nesta demonstração de respeito por uma vida que acabou demasiado cedo.

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publicado às 19:11

A adesão, partilha e aprendizagem sobre assuntos relacionados com desporto e saúde, são o foco desta página. A vossa colaboração é fundamental e nesse sentido, a Radiografia Desportiva hoje inicia uma nova crónica: "Resposta aos leitores".

 

Vai ser recordada a publicação feita no facebook da Radiografia Desportiva e que suscitou algumas questões por parte do leitor Bruno Ferreira.

 

Desporto vs Saúde

"Não é fácil ser atleta de alta competição. Mais ainda, quando todos perspectivam uma carreira de sucesso e aos 24 anos, há historial clínico de lesões graves. É o caso de Sergio Canales, médio da Real Sociedad, que voltou a ter uma rotura do ligamento cruzado anterior (desta vez no joelho esquerdo).

Palavras do atleta após saber o diagnóstico clínico: "Muito obrigado a todos, não há palavras para agradecer a força que me dão. Sempre foi um privilégio para mim jogar futebol e não vai ser agora que vai deixar de ser".

Força e boa recuperação!"

 

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Questões:

1 - Quais os factores que levam a uma reincidência, de um atleta vigiado diariamente?

2 - Genética, preparação deficiente, ausência de reforço muscular ou prevenção de lesão? Ou simples "azar"?

 

1 - A avaliação clínica dos atletas de alta competição, tenta ser o máximo detalhada e tem como principal objetivo identificar potenciais focos de lesão e de doenças. Os resultados servem para desenvolver, junto com toda a equipa (treinador, médico, fisioterapeuta, entre outros) um trabalho de prevenção e tratamento de lesões. Os exames clínicos e avaliação através de exames complementares de diagnóstico, são muitos importantes para avaliar o estado da condição física dos atletas.

 

Há algumas medidas preventivas, tendo por base as lesões prévias de cada atleta. O reconhecimento atempado dos sintomas de lesão e a sua redução e/ou alteração da carga de treino, a reabilitação completa (estando implícito que o desportista apenas deve retomar a atividade desportiva no momento em que não tiver sintomas de dor, quando a sua amplitude de movimento estiver recuperada e se tiver recuperado a força muscular até um nível de, pelo menos, 90% da que tinha antes da lesão).

 

No entanto, o tecido reparado poderá não funcionar da mesma forma ou ser menos protector que o tecido original e provocar compensações no membro contralateral. Aqui, a importância de um bom ortopedista é fundamental!

A exigência do desporto de alta competição também não é propício a um período de espera elevado (pensa-se que é totalmente desajustado, atletas após uma ligamentoplastia estarem a jogar 4 ou 5 meses depois).

—Durante todo o processo de recuperação, qualquer falha na reabilitação poderá comprometer o resultado final. O neo-ligamento pode até estar anatomicamente íntegro, mas ser funcionalmente ineficaz (Noronha, J., 2000, citado por Almeida, I. B., 2005). 

 

2 - Há alguns estudos científicos que relatam que a lesão do ligamento cruzado anterior pode ter origem genética (sulco femural mais estreito, onde passam os ligamentos). De qualquer forma, é uma analogia sempre difícil de fazer e são necessários mais estudos científicos.

 

A cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior (normalmente) é feita através de enxerto de tecido conjuntivo do tendão patelar e sendo esse tecido mais resistente, é mais difícil uma nova rotura no joelho que passou pela cirurgia. De qualquer forma, é possível e caso haja compensações do joelho contrário, este torna-se mais vulnerável a lesão.

 

Por se tratar de um atleta de alta competição, inevitavelmente requer maiores exigências físicas e um treino adicional, pela necessidade de retomar a atividade competitiva no período mais curto possível, mas com a máxima segurança.

 

Todos os exercícios para prevenção de lesões devem ser feitos... para sempre! No membro operado e não operado.

 

Têm de existir objetivos para desenvolver a constituição muscular do atleta (aumento— da produção de potência muscular) e linhas orientadoras do treino de força, tais como:

- seleção do exercício

- frequência do treino

- séries

- repetições

- resistência

- progressão da carga

- velocidade de execução

- amplitude dos exercícios

- respiração normalizada durante o exercício

(Kjaer, M. et al., 2003).

 

A maioria dos programas de treino neuromuscular incluem exercícios de equilíbrio, estabilidade dinâmica, exercícios pliométricos e exercícios específicos do desporto (incluindo o equilíbrio e salto) (von Porat, A., Henriksson, M., Holmström, E. & Roos, E. M., 2007).

 

Em relação à última pergunta "ou simples azar?"... é sempre difícil de responder. Certamente, que as equipas técnicas estão preparadas para este tipo de situações. Mas infelizmente, continuam a acontecer. A melhor forma de as minimizar, é continuar com programas de prevenção de lesões.

 

Nesse sentido, ficam alguns exercícios que se podem fazer...

 

 

Almeida, I. B. (2005). Protocolo de recuperação após ligamentoplastia O.T.O. do LCA. EssFisioOnline, 1 (2), 26-39.

 

Kjaer, M., Krogsgaard, M., Magnusson, P., Engebretsen, L., Roos, H., Takala, T. & Woo, S. (2003). Compêndio de medicina desportiva: ciência básica e aspectos clínicos da lesão desportiva e da actividade desportiva. Instituto Piaget: SIG.

 

von Porat, A., Henriksson, M., Holmström, E. & Roos, E. M. (2007). Knee kinematics and kinetics in former soccer players with a 16-year-old ACL injury: the effects of twelve weeks of knee-specific training. BMC Musculoskeletal Disorders, 8 (35), 1-10.

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publicado às 22:49

Adeptos, desporto e saúde

por Radiografia Desportiva, em 05.01.16

A publicação de hoje, tem como objetivo principal divulgar um caso de saúde, partilhado por um clube (Sporting Clube de Braga).

É fácil descobrir a pergunta que farão... esta partilha deveria ser feita para todos os casos e não, quando se conhecem as pessoas. Pois bem, este caso só foi descoberto por amores em comum: desporto e saúde. Não por se conhecer a pessoa a, b ou c. E é impossível ficar indiferente a esta história de vida. Poderia ser outra pessoa, mas fica o exemplo e generalização para todos os casos. É por momentos como este, tão simples de promoção de saúde, que o desporto também tem um lugar especial para a maioria dos seus seguidores.

 

Não são 22 pessoas a correr atrás de uma bola ou 90 minutos e cada um vai para a sua casa. É muito mais que isso, seja no futebol ou noutra modalidade qualquer.

 

1) Das melhores coisas que podemos dar aos nossos filhos ou netos é saúde. O meio mais eficaz para o fazer, é através da promoção de desporto e atividade física regular.

 

2) São muitas as modalidades desportivas que as crianças têm à sua disposição e esta interligação entre desporto e os seus praticantes e apoiantes, só traz vantagens.

 

3) O desporto chega cada vez mais cedo à vida das crianças. Sempre que estão a ver os seus ídolos, os mais pequenos sonham e quando é recíproco, nunca se esquece...

 

 

O nosso destaque no tema: adeptos, saúde e desporto vai para o Tiago, mais conhecido por Super-T. É uma criança de 4 anos, cheia de vontade de viver e que sofre de cancro (neuroblastoma). É o mais frequente tumor congénito e o mais comum durante o primeiro ano de vida, sendo raro após idade adulta. Este tipo de tumor pode desenvolver-se num determinado tipo de tecido nervoso em qualquer parte do corpo.

 

Pode encontrar todas as informações do nosso campeão em: www.supertiago.com

 

É uma história de luta e perseverança que merece a ajuda de todos. Força SUPER-T!!

 

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publicado às 23:09

Lesão no tendão de Aquiles

por Radiografia Desportiva, em 28.10.15

O tendão de Aquiles é a estrutura tendinosa mais resistente do corpo. Quando os músculos gémeos contraem fazem com que o tendão de Aquiles puxe o pé para baixo (flexão plantar).

 

Os tendões são irrigados na junção osteotendinosa, a partir de vasos dentro do osso e do periósteo. A força de um músculo ou tendão é medida pela tensão e deformação. A unidade músculo-tendão é viscoelástica, isto é, tem propriedades mecânicas dependentes do tempo. Quando há uma rotura total do tendão, este não consegue cumprir "o seu papel de unir o músculo ao osso" e assim, a função muscular fica comprometida. Este tipo de lesão, acontece maioritariamente na zona de menor irrigação sanguínea, 4 centímetros por cima do calcanhar.

 

Por norma, esta lesão requer tratamento cirúrgico na maioria dos casos clínicos. Neste tipo de tratamento, os dois topos do tendão são suturados e segue-se um período de imobilização de 8 semanas. A recuperação total deste tipo de lesão, demora cerca de 20 a 24 semanas e a Fisioterapia é importante durante este período de tempo.

 

Se por algum motivo, a recuperação não for conseguida a 100% (principalmente a nível de extensibilidade do tendão) pode ser necessário realizar uma tenotomia (em que o principal objectivo é conseguir novo alongamento do tendão para atingir adequada amplitude de movimento posteriormente).

 

Há inúmeros casos clínicos no desporto. Dos mais carismáticos, foi do futebolista Zanetti.

 

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"Voltarei ainda mais forte", foi a frase que disse depois de uma lesão grave no tendão de Aquiles do antigo e eterno capitão do Inter, quando tinha 40 anos. Há outros desportistas que tiveram a mesma lesão, seja no futebol (mesmo com outras funções dentro de campo, como a de guarda-redes), basquetebol, futsal, entre outros.

 

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Na maioria das vezes, não há qualquer contacto ou trauma. Partilhamos o vídeo de Fernando Gago, que teve esta lesão aos 24 segundos de jogo.

 

 

Tanto para prevenção como após recuperação de lesão, devem ser realizados exercícios de fortalecimento muscular, alongamento da cadeia posterior, exercícios proprioceptivos e treino funcional. Por outro lado, o aquecimento antes dos treinos e jogos, é extremamente importante.

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publicado às 01:03

Setembro de 2015 - Lesões do membro inferior

por Radiografia Desportiva, em 31.08.15

Durante o mês de Setembro, a Radiografia Desportiva irá identificar algumas das lesões de membro inferior (tornozelo, joelho e anca) mais frequentes do desporto e explicar a sua avaliação e forma de tratamento. Esteja atento.


#desporto #saúde #radiografiadesportiva


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publicado às 23:21

Relva sintética vs Relva natural

por Radiografia Desportiva, em 26.08.15

A Radiografia Desportiva hoje aborda o tema dos diferentes tipos de relvado, que dão vida à magia do futebol. Poderá o relvado artificial ser mais propício ao risco de lesão desportiva?

 

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O CSKA de Moscovo (adversário de hoje do Sporting Clube de Portugal) joga em relvado natural, mas por exemplo o seu rival Spartak de Moscovo utiliza relvado sintético.

 

O piso sintético tem sido a solução para diversos campos (e também recintos escolares) já que a sua manutenção é relativamente simples e é resistente a alterações de clima. De qualquer forma, as notícias sobre este tipo de relvado têm sido pouco indicadas para a prática de desporto de alto rendimento. Por exemplo, este ano o Boavista foi obrigado a trocar o relvado sintético por natural na época 2015/2016. Recorde-se que o Estádio do Bessa, era o único na 1ª Liga Portuguesa a ter relva artificial.

Fará sentido, tendo em conta a saúde dos atletas?

 

Segundo, alguns estudos científicos, parece que sim. É claro que ainda é necessário haver uma exaustiva avaliação de lesões em diferentes relvados, para informar os atletas, profissionais de saúde e organismos desportivos dos mecanismos de lesão e fatores de risco.

 

Apesar do referido, alguns estudos científicos demonstraram que:

- Em vários campos de relva artificial, houve um aumento do risco de lesão no tornozelo.

- Qualquer inferência quanto à gravidade de lesão é inconsistente, apesar de jogar na relva sintética ser mais suscetível a feridas/queimaduras.

- Um dos principais padrões de lesão no relvado sintético, em comparação com o natural, inclui a probabilidade do pé ficar fixo quando há mudança de direção do atleta e assim, pode acrescer o risco de lesão.

 

The Relationship Between Core Stability and Performance in Division I Football Players

 

A Review of Football Injuries on Third and Fourth Generation Artificial Turfs Compared with Natural Turf

 

Comparison of the incidence, nature and cause of injuries sustained on grass and new generation artificial turf by male and female football players. Part 1: match injuries.

 

Is there a relationship between ground and climatic conditions and injuries in football?

 

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publicado às 00:56


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