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Este ano, a procissão ainda vai no adro, mas é sempre recomendável recordar bons exemplos. De conquista e de saber ganhar.

 

Celebração de título de campeão com atleta com Esclerose Lateral Amiotrófica

 

Vale a pena ver e rever. E rever. E rever...

 

O Viktoria Plzen, na altura venceu o campeonato da República Checa (2015) e teve um gesto que sensibilizou tudo e todos, ao dedicar o troféu a Marian Cisovsky, jogador que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

 

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A ELA é a terceira causa mais comum de doença neurodegenerativa e é conhecida por afetar os neurónios motores do cérebro e da medula espinhal (envolvendo também) as células da glia.

 

Esta patologia, acaba por evoluir para uma paralisia motora progressiva e irreversível, é raramente familiar, sendo na sua maioria de causa desconhecida. A falta de biomarcadores credíveis, dificultam o seu diagnóstico e a ausência de fármacos eficazes contribui para o seu mau prognóstico.

Três anos após o desafio dos baldes de água gelada (Ice Bucket Challenge, que coincidiu com bastante dinheiro angariado) permitiu várias conquistas na descoberta da patologia, nomeadamente de um gene que contribui para a esclerose lateral amiotrófica, o NEK1.

 

Na base da campanha está uma analogia: quando um doente recebe o diagnóstico, é como se lhe despejassem um balde de água gelada. No caso deste jogador, foi mais champagne e que com certeza, deu-lhe um enorme ânimo para o que se avizinha.

 

O desporto e neste caso, o futebol, foram um exemplo para todos. Que seja sempre assim nesta época desportiva.

Radiografia Desportiva - a sua página de desporto e saúde.

 

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publicado às 02:16

Campeonato Europeu: muito mais que uma simples competição

por Radiografia Desportiva, em 17.06.16

Hoje a caminho do trabalho, estava a ouvir a Rádio Comercial e foi difícil não escapar uma lágrima.

 

Estava a ser feita a antevisão do jogo de amanhã de uma forma breve, em que Portugal defronta a Áustria. Pouco depois, foi recordado o mítico jornalista e locutor desportivo, Jorge Perestelo, ao mesmo tempo que passava a música "Força" de Nelly Furtado.

 

Após ouvir esses minutos de rádio, pensei logo: "Já ganhei o dia! Tão bom recordar estes momentos."

 

 

 

O "Ripa na Rapaqueca", nunca mais foi dito, já que passado poucos meses, o homem a quem todos reconheciam a voz, deixou-nos. Nem sequer fazia parte do desporto das 4 linhas, mas isto do futebol... não são apenas 11 contra 11. É muito mais do que isso!

Na altura, era uma criança e vi-a o futebol, como a melhor forma para demonstrar o meu patriotismo (claro que agora, sei distinguir que não é por vestir uma camisola ou levar cachecol de Portugal, que o amor pelo meu país é maior ou menor).

 

O meu pai deu-me a oportunidade de ir ver a final do Euro 2004 ao vivo e foi um misto de emoções. A festa era de outro mundo, mas infelizmente a Grécia levou a melhor e foi a campeã. E eu queria tanto ter festejado aquele título com o meu pai...

 

O caneco escapou, mas a paixão, mantem-se. Pelo desporto e pela família.

 

Que o diga, Srna. O jogador da Croácia perdeu o pai, enquanto jogava o 1º jogo do Euro, contra a Turquia. Abandonou temporariamente a sua seleção para ir ao funeral e no jogo de hoje, durante o hino... chorou e comoveu todos à sua volta.

 

 

 

O jogador assumiu que era o momento mais complicado que enfrentava até hoje e que só regressou, apenas porque o pai lhe teria dito, que o queria ver na competição, independentemente do que acontecesse.

 

A concentração, a auto-confiança e a preparação mental, para além da motivação e capacidade para controlar a ansiedade, são alguns dos parâmetros essenciais no desporto de competição. Mas Srna, devia estar ainda com o seu pai.

 

E a melhor forma de se voltar a entregar à sua seleção, foi os seus colegas estarem com ele. Tanto nos momentos de felicidade... como nos momentos menos bons.

 

A Croácia dominou, esteve a ganhar por 2-0 (nos festejos foi notória a preocupação de festejar com Srna) mas em 14 minutos, sofreu 2 golos e deixou-se empatar. Daqui a uns anos, o resultado não vai interessar. O desporto, é muito mais que um jogo.

 

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publicado às 19:26

Domínio espanhol no futebol (e não só)

por Radiografia Desportiva, em 18.05.16

No dia em que o Sevilha conquistou pela terceira vez consecutiva a Liga Europa (nos últimos 10 anos, conquistou esta competição por 5 vezes) e a poucos dias da final da Liga dos Campeões (100% espanhola), é pertinente falar na supremacia espanhola no futebol. Mas não é só no futebol. Há referências e muitos títulos em outras modalidades, com carimbo dos "nuestros hermanos".

 

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Os andaluzes, venceram na final o Liverpool por 3-1. Isto depois de estarem a perder ao intervalo.

 

Se têm melhores jogadores? Talvez não. Mereceram ganhar? Sim. Foram mais eficazes e na altura decisiva, a experiência vencedora, superou a audácia da equipa de Jurgen Klopp.

 

Na outra final europeia (vai-se disputar a 28 de Maio de 2016) estarão frente-a-frente as principais equipas de Madrid: Real e Atlético. 

 

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Vai haver a reedição da final de Lisboa de 2014, disputada no Estádio da Luz e ganha pela equipa merengue. Após ter conseguido a tão desejada "décima", a melhor equipa do século XXI, vai tentar a 11ª Liga dos Campeões em 14 finais. Já o Atlético de Madrid (que para muitos, até é favorito na final) vai tentar estrear-se como vencedor da prova.

 

E no meio disto tudo, ainda há o Barcelona. Este ano não está presente nestas andanças, mas voltou a sagrar-se campeão espanhol (ganhou por 6 vezes, nos últimos 8 anos) e ainda o ano passado ganhou o famoso triplete (campeonato, taça do Rei, e Liga dos Campeões). Na última década, venceu a última competição citada por 4 vezes.

 

Contas feitas... ficam poucas competições para as restantes equipas europeias. Pontualmente, as equipas inglesas têm tentado intrometer-se na luta, o PSG está a construir uma equipa para ser a curto/médio prazo um colosso e Bayern Munique, até é dos principais candidatos a vencer sempre as principais provas, mas desde Jupp Heynckes que "morre na praia".

 

Por outro lado, a nível de selecções, continua a ser considerada uma das melhores do Mundo! E os resultados, explicam o porquê. Apesar da má prestação no Mundial de 2014, conseguiu algo inédito: a conquista do Euro 2008, Mundial 2010 e Euro 2012.

 

O sucesso espanhol está à vista de todos. Até se pode apelidar a Premier League como a melhor competição de clubes na Europa ou considerar a Alemanha como a selecção mais temida. Mas, contra factos (actuais) não há grandes argumentos.

 

E não é só no futebol...

 

Até é difícil escolher a modalidade, tal a qualidade e quantidade.

 

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Andebol, atletismo, automobilismo, basquetebol, ciclismo, esgrima, futsal, hóquei em patins, vela e/ou ténis, têm referências para todos os gostos.

 

Fernando Alonso, Pau Gasol, Alberto Contador, Rafael Nadal, Carlos Sainz (entre muitos outros) serão sempre dos melhores nos seus desportos. E a nível de competições e títulos, Espanha está também na linha da frente.

 

A realidade é que Portugal (e a maioria dos países mundiais) está muito distante de tantas conquistas. E não é por não termos atletas melhores (como Cristiano Ronaldo, Telma Monteiro ou Nélson Évora).

 

Mas a mentalidade vencedora e de capacidade de formação, ainda é diferente. É preciso uma pessoa/grupo/equipa/país habituar-se a vencer. E depois não querer sair mais dessa condição...

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publicado às 22:46

Por um segundo se ganha, por um segundo se perde...

por Radiografia Desportiva, em 04.11.15

Já o professor catedrático português Manuel Sérgio dizia: "O desporto é o fenómeno cultural de maior magia no Mundo". E facilmente se percebe porquê...


Praticamente qualquer pessoa gosta de ganhar no último minuto ou segundo e a sensação para o adversário é horrível e de injustiça. Mas a sorte, procura-se e é treinada todos os dias.

Mostramos uma compilação de golos nos últimos momentos da partida, que decidiram jogos, taças, campeonatos e competições europeia. São 7 minutos arrepiantes de verdadeira emoção de desporto.

 

 

A melhor forma de mostrar respeito e consideração por uma equipa ou adversário, é lutar e jogar o melhor possível até ao último minuto, independentemente do resultado.

 

Até mesmo noutros desportos, como atletismo ou natação, vencer é cada vez mais difícil. Até mesmo quando há hegemonia numa modalidade (como em provas de velocidade).

 

Por exemplo, desde 2008, tem sido Usain Bolt contra o resto do Mundo. Mas, os adversários têm encurtado a diferença que outrora era praticamente impossível de alcançar! 

 

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publicado às 16:27

Lesão desportiva - Exemplo do Arsenal

por Radiografia Desportiva, em 09.09.15

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Equipa de sonho do Arsenal com quase 25 anos de ausência por lesão.

 

Quantos títulos é que o Arsenal podia ter conquistado no século XXI se tivesse a equipa toda apta?

A lesão desportiva exige uma abordagem multidisciplinar para se encontrar e implementar soluções efetivas e para a redução da sua ocorrência (Miller & Hart, 2008). Quando o principal objetivo é prevenir a lesão desportiva, torna-se necessário fazer uma abordagem de natureza multifactorial, para que seja possível para além da abordagem biomecânica tradicional da causa da lesão, fazer uma descrição do factor desencadeante da lesão (Bahr e Engebretsen, 2009).


Em 2002, a equipa conquistou os três títulos mais importantes em Inglaterra (campeonato, taça e taça da liga), repetindo assim o feito de 1998. Na época 2003/2004, venceu também o campeonato inglês de forma invicta.

No entanto, após essa temporada, a equipa não venceu qualquer título durante 9 anos.

 

Só em 2014, frente ao Hull City, é que foi quebrado o jejum (com a conquista da taça de Inglaterra). Esta temporada, a Supertaça de Inglaterra também foi para o Emirates, graças a um golo de Oxlade-Chamberlain, frente ao Chelsea de José Mourinho.

 

Conseguirá este ano vencer o campeonato ou alguma competição europeia?

 

Bahr, R. & Engebretsen, L. (2009). Sports Injury Prevention. United Kingdom: Wiley-Blackwell.

Miller, M. D. & Hart, J. M. (2008). Clinics In Sports Medicine. Elsevier Inc.

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publicado às 12:14

Ao que tudo indica, William Carvalho lesionou-se (fratura na tíbia) ao serviço da Seleção Nacional de sub-21 no Campeonato da Europa e está impedido de treinar e jogar desde a final desse torneio (desde 30 de Junho de 2015).

William Carvalho - Momentos de jogo

 

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Recorda-se que o médio, foi eleito o melhor jogador da competição.

Vem logo à memória, outras estrelas do Sporting, como Delfim, que ajudou o seu clube a ser campeão em 1999/2000 (fez parte da equipa que quebrou o jejum de 18 anos sem ganhar o campeonato) ou Rinaudo, que era fundamental no meio-campo do Sporting até ter uma lesão semelhante.

Delfim - Momentos de jogo (minuto 1:15)

 

Rinaudo - Momentos de jogo

 

Vamos começar pela definição do que é um osso e explicar ao pormenor todas as questões de fisiopatologia.

 

O osso possui um aporte vascular complexo e vários tipos de células ósseas especializadas que formam e reabsorvem a matriz óssea. Como nos outros tecidos músculo esqueléticos, o osso é consistido por células mesenquimais e matriz extracelular, mas ao contrário dos outros tecidos, a matriz mineraliza (Stuart, Weinstein, Joseph & Buckwalter, 2005).

 

Os ossos longos (comprimento maior que largura, como é o caso da tíbia) têm uma estrutura básica comum:

- Diáfise – corpo cilíndrico central que apresenta no seu interior o canal medular, preenchido por medula óssea.

- Metáfise – à medida que se avança para as extremidades, a diáfise vai dando lugar à metáfise, região onde já não existe canal medular e o osso é constituído por lamelas ósseas longitudinais (osso esponjoso).

- Epífises – são as extremidades dos ossos (osso esponjoso). Nas crianças são constituídas por um núcleo de ossificação secundário (que permite o crescimento radial do osso) e pela cartilagem de crescimento (que os adultos não têm). Externamente, o osso longo é revestido por uma membrana que se designa por periósteo e que tem, na sua parte mais profunda, células osteogénicas, que por um mecanismo aposicional, promovem o crescimento ósseo em espessura. 

 

As fraturas, são provocadas pela ação de forças que excedem a capacidade de resistência dos vários tecidos ósseos. A intensidade da força aplicada determina a severidade da lesão, bem como a extensão provocada quer no tecido ósseo quer nos tecidos moles (Johnston & Brian, 2004). A fratura desencadeia uma sequência de inflamação, reparação e remodelação, que pode repor o osso atingido ao nível que estava antes da fratura (Stuart, Weinstein, Joseph & Buckwalter, 2005). 

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No entanto, pode haver várias complicações das fraturas tibiais:

- Consolidação tardia - é uma complicação comum e ocorre em cerca de 1 a 17% dos casos. Se não houver evidência de união após 20 semanas, suspeita-se então de uma recuperação demorada, sendo então tratada através de enxerto ósseo.

- Não consolidação - é um problema bem conhecido que ocorre normalmente em fraturas na junção do terço central com o terço inferior. Pode ser tratado através da fixação rígida interna com compressão através de placas e enxerto ósseo.

- Não consolidação infetada - este tipo de lesão coloca graves problemas ao ortopedista e o tratamento recomendado é o método de Ilizarov de fixação externa.

- Má consolidação - devido à articulação do joelho, a má consolidação da tíbia não é aceitável pois pode provocar degenerações artríticas muito cedo.

- Encurtamento - pode ser devido a uma ineficiente união ou sobreposição dos fragmentos da fratura. Os encurtamentos superiores a 2 cm podem requerer técnicas de alongamento do osso.

- Infeção - Devido à localização subcutânea do osso, as infeções são muito comuns devido à alta frequência de fraturas compostas, seguidas dos acidentes de viação.

- Outras complicações - Sindromes compartimentais, rigidez nas articulações, refraturas e/ou dedos dos pés em forma de garra, são outras complicações comuns.

 

As complicações acima referidas, são mais frequentes por outro mecanismo de lesão que não se relaciona com o excesso de carga (é mais comum por exemplo em acidentes rodoviários ou quedas).

 

Pelo excelente acompanhamento médico que este tipo de atletas têm, as várias complicações que podem surgir com a fratura que teve, são ultrapassáveis e recuperadas. Por outro lado, devido à sua posição em campo, à disponibilidade física que terá de ter quando regressar ao campo, acreditam que continuará a ser um dos melhores do Mundo na sua posição? Voltará a exibir o seu melhor nível ainda durante a época 2015/2016?

Pelas características do seu jogo, não vai ser uma tarefa acessível. De qualquer forma, a Radiografia Desportiva espera no próximo ano, refazer a publicação e dizer que o jogador continua a ter qualidades intactas de Patrick Vieira ou Yaya Touré (se possível, melhor que os atletas citados). A sua qualidade para o desporto, também fará falta à seleção nacional.

Continuação de uma boa recuperação e que volte aos relvados em breve!

Johnston. Brian D. (2004). Injury Rehabilitation and the role of Cryotherapy. Synergy.

Weinstein. Stuart L, Buckwalter. Joseph (2005). Turek´s Orthopaedics: Principles and Their Application (6ª Ed.). Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins.

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publicado às 18:44

Lesão do ligamento cruzado anterior

por Radiografia Desportiva, em 02.09.15

Os ligamentos são bandas fibrosas orientadas entre os topos ósseos que mantêm a congruência articular e impedem que haja movimento excessivo nas articulações, permitindo assim estabilidade articular. O papel do ligamento cruzado anterior é prevenir a projeção anterior excessiva da tíbia em relação ao fémur e é um dos principais ligamentos sujeitos a lesão, em desportistas.

 

A sua reconstrução, pretende criar uma réplica do ligamento original e o objetivo máximo da reabilitação após a lesão, é a recuperação do movimento e função, sem a manifestação dos sintomas, de forma a permitir que o atleta retome, o mais rapidamente possível e de forma segura, o nível de atividade que praticava antes da lesão (McMahon, 2007). A Fisioterapia é frequentemente utilizada após a reconstrução cirúrgica do ligamento cruzado anterior, maximizando a função e restabelecendo a amplitude de movimento, força e coordenação neuromuscular.

 

Durante todo o processo de recuperação, qualquer falha na reabilitação poderá comprometer o resultado final. O neo-ligamento pode até estar anatomicamente íntegro, mas ser funcionalmente ineficaz (Noronha, 2006). Apesar de 6 meses ser o período de tempo necessário (a remodelação histológica apenas se completa neste tempo) para o regresso à prática desportiva, existem casos de futebolistas que retomaram a prática competitiva antes desse tempo. O risco de recidiva, é inevitavelmente maior, qualquer que seja a evolução apresentada até ao retorno e as consequências também não são variáveis ao atleta (como dor ou osteoartrite). Deve-se sempre respeitar os prazos de recuperação.

 

Esta é uma lesão bastante falada e comentada em futebol. São inúmeros os atletas que já tiveram este tipo de lesão. O programa de treino deve ser coordenado de modo a que a condição do atleta seja reabilitada, com o intuito de o reintegrar nas actividades desportivas específicas, dentro do mesmo ritmo (Grodski & Marks 2008).

 

O futebolista, dada a natureza intermitente do seu esforço e a ampla faixa de intensidades que o caracteriza, tem de privilegiar no seu treino aspectos tão distintos como o desenvolvimento da força explosiva, da velocidade, da resistência anaeróbia e da resistência aeróbia.

 

 

 

 

 

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Grodski M, Marks R. (2008). Exercises following anterior cruciate ligament reconstructive surgery: biomechanical considerations and efficacy of current approaches. Research in Sports Medicine; 16(2): 75-96.

—McMahon, P. (2007). Current diagnosis & treatment: Sports Medicine. Pittsburgh: Lange Medical Books/McGraw-Hill.

—Myklebust, G. & Bahr, R. (2005). Return to play guidelines after anterior cruciate ligament surgery. Br J Sports Med, 39(1): 127-131.

Noronha J. (2006). Lesões do ligamento cruzado anterior. Espregueira-Mendes J, Pessoa P, editors. O Joelho. Lisboa: Lidel - edições técnicas, Lda: 147-182.

 

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publicado às 01:08

Relva sintética vs Relva natural

por Radiografia Desportiva, em 26.08.15

A Radiografia Desportiva hoje aborda o tema dos diferentes tipos de relvado, que dão vida à magia do futebol. Poderá o relvado artificial ser mais propício ao risco de lesão desportiva?

 

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O CSKA de Moscovo (adversário de hoje do Sporting Clube de Portugal) joga em relvado natural, mas por exemplo o seu rival Spartak de Moscovo utiliza relvado sintético.

 

O piso sintético tem sido a solução para diversos campos (e também recintos escolares) já que a sua manutenção é relativamente simples e é resistente a alterações de clima. De qualquer forma, as notícias sobre este tipo de relvado têm sido pouco indicadas para a prática de desporto de alto rendimento. Por exemplo, este ano o Boavista foi obrigado a trocar o relvado sintético por natural na época 2015/2016. Recorde-se que o Estádio do Bessa, era o único na 1ª Liga Portuguesa a ter relva artificial.

Fará sentido, tendo em conta a saúde dos atletas?

 

Segundo, alguns estudos científicos, parece que sim. É claro que ainda é necessário haver uma exaustiva avaliação de lesões em diferentes relvados, para informar os atletas, profissionais de saúde e organismos desportivos dos mecanismos de lesão e fatores de risco.

 

Apesar do referido, alguns estudos científicos demonstraram que:

- Em vários campos de relva artificial, houve um aumento do risco de lesão no tornozelo.

- Qualquer inferência quanto à gravidade de lesão é inconsistente, apesar de jogar na relva sintética ser mais suscetível a feridas/queimaduras.

- Um dos principais padrões de lesão no relvado sintético, em comparação com o natural, inclui a probabilidade do pé ficar fixo quando há mudança de direção do atleta e assim, pode acrescer o risco de lesão.

 

The Relationship Between Core Stability and Performance in Division I Football Players

 

A Review of Football Injuries on Third and Fourth Generation Artificial Turfs Compared with Natural Turf

 

Comparison of the incidence, nature and cause of injuries sustained on grass and new generation artificial turf by male and female football players. Part 1: match injuries.

 

Is there a relationship between ground and climatic conditions and injuries in football?

 

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publicado às 00:56


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