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Metodologia de treino do Barcelona - A razão do sucesso?

por Radiografia Desportiva, em 22.11.15

A metodologia de treino desportivo tem sempre um propósito: atingir o máximo desempenho desportivo. O desempenho desportivo, também conhecido pelo termo inglês “performance” é obtido em competição e expressa as possibilidades máximas individuais e coletivas num determinado desporto, neste caso o futebol.

 

Vamos aprofundar o caso do Barcelona.

 

Nos últimos 7 anos, ganhou o campeonato 5 vezes e mesmo após terem saído grandes jogadores (e o treinador que deu origem ao famoso "tiki-taka") o futebol continua eficaz e de qualidade.


 

O que têm em comum Ronaldinho Gaúcho, Thierry Henry, Deco, Victor Valdés, Samuel Eto'o, Xavi, Puyol, David Villa, Pedro, Abidal, Cesc Fàbregas e Alexis Sánchez?


Jogaram todos nos últimos anos no Barcelona e todos pensavam que a sua ausência, ia afetar o rendimento da equipa.
 
Pois bem, isso não está a acontecer e a hegemonia do Barcelona (pelo menos a nível interno) está para ficar. O Barcelona humilhou em pleno Santiago Bernabeu (mais uma vez) o seu grande rival e parece que mesmo sem a sua maior estrela, Leonel Messi, ganha (quase) sempre. O argentino esteve de fora por lesão durante 2 meses e voltou a jogar este fim-de-semana (entrou aos 56 minutos de jogo, já o resultado estava em 0-3).
 

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A cultura de jogo e metodologia de treino, parecem ser a chave para o sucesso. Esta equipa tem sofrido constantes transformações, mas a preparação física e processo de treino estão tão enraízadas que, de certa forma, vencem qualquer mudança táctica ou de jogador.

 

 

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publicado às 23:40

A complexidade do movimento humano

por Radiografia Desportiva, em 16.11.15

O movimento é considerado como um “sistema” que é composto por diversos elementos (onde se incluem sistemas fisiológicos e anatómicos), cada um dos quais com uma função relativa única necessária à produção e regulação do mesmo (Sahrmann, 2002).

 

O Sistema Nervoso Central recebe informação proveniente de vários sistemas, somatosensorial, visual e vestibular. Estes sistemas garantem a melhor adequação à oscilação postural, permitindo controlar os músculos e modulando a velocidade angular das articulações. Esta modulação é feita através de torques ajustados à atividade, produzindo dessa forma o movimento tendo em conta o objetivo pretendido. O movimento normal depende de um sistema neuro-muscular que recebe, integra e responde selectivamente a múltiplos estímulos, tanto intrínsecos como extrínsecos. É controlado não só por comandos centrais e pela medula espinal, mas também por aspetos funcionais e comportamentais que influenciam a postura e o movimento (Enoka, 2002; Edwards, Jones, Carr, Mayer & Jensen, 2004).

 

O movimento emerge da interação de três factores: o indivíduo, a tarefa e o meio ambiente. O indivíduo gera o movimento para ir de encontro às exigências da tarefa motora, dentro de um ambiente específico. Por esta razão, pode-se afirmar que a organização do movimento é constrangida por factores inerentes ao indivíduo, à tarefa e ao meio ambiente (Cook & Woollacott, 2007).

 

Para o controlo do movimento são importantes três tipos de informação aferente: a exterocepção, a propriocepção e as consequências da acção. Esta informação é fornecida por duas classes de receptores sensitivos: o exteroceptores e os prorioceptores. Os exteroceptores detectam estímulos externos que têm influência sobre o sistema e estão distribuídos por todo o sistema, incluindo os olhos, as orelhas e a pele. A informação fornecida pelos exteroceptores tem como objetivo informar o sistema sobre o estado do ambiente externo, incluindo a sua localização relativamente ao que o rodeia (Enoka, 2002).

 

Este vídeo, demonstra bem a complexidade do movimento humano...

 

 

"640 muscles; 250 joints; various systems (proprioception, vestibular, visual). Movement is a necessity." 

 

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Cook, A. & Woolacott, M. (2007). Motor Control – Theory and Practice Aplication. Lippincott Williams & Wilkins.

Edwards, I. Jones, M., Carr, J., Braunack-Mayer, A. e Jensen, G. M., (2004). Clinical reasoning strategies in physical therapy. Physical Therapy, 84 (4), 312-330.

Enoka, R. M. (2002). Neuromechanics of human movement (3.ª Ed.). Champaign: Human Kinetics.

Sahrmann, S. (2002). Diagnosis and Treatment of Movement Impairment Syndromes Missouri: Mosby.

 

 

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publicado às 18:00

Casos de depressão no desporto de alta competição

por Radiografia Desportiva, em 10.11.15

Muitas pessoas quando pensam na vida de um atleta de alta competição (seja de que modalidade for), dificilmente associam estados depressivos ou outras patologias. Mas nem tudo é um mar de rosas.

 

O principal problema neste tipo de população, muito provavelmente, debate-se com o autoconceito e autoestima. O autoconceito, refere-se à maneira como a pessoa se vê a si própria. Pode ter autocomplexidade alta ou baixa, pois inclui diferentes identidades (uma pessoa não é só a sua profissão). O autoconceito não é o mesmo que autoestima, que corresponde à avaliação que fazemos de nós próprios e que se associa às crenças que temos em relação a nós e quando está reduzida, pode estar associada a depressão.

 

É evidente que há uma forte ligação entre desporto, saúde física e psicológica e se nos concentrarmos apenas numa delas, corremos o risco de deixar escapar informações importantes e alguns traços comportamentais pouco comuns.

 

A contundente influência restritiva que a sociedade exerce sobre os "atletas de televisão", limita as suas possibilidades de atuação, maioritariamente a nível social, oprimindo-os sob os modelos e padrões de "exemplo". Esse rigor levado ao extremo, pode levar a casos de má memória para todos.

 

Robert Enke, guarda-redes internacional alemão que jogou três temporadas no Benfica e que também atuou pelo Borussia Mönchengladbach, Barcelona, Fenerbahçe, Tenerife e Hannover 96, suicidou-se no dia 10 de Novembro de 2009 (faz hoje 6 anos) numa linha de comboio, depois de um longo período associado a depressão. O atleta sempre foi conhecido internamente por ser perfecionista e tinha sempre medo de falhar.

 

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Ian Thorpe, atleta mundialmente conhecido, também passou grande parte da sua vida afetado por uma depressão (segundo relata a sua autobiografia). O pentacampeão olímpico em natação, admitiu no seu livro que planeou o suicídio por diversas vezes e que houve alturas em que bebeu grandes quantidades de álcool para conseguir gerir as mudanças de humor que tinha.

 

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Ser atleta de alta competição, não é fácil. O conceito de desporto de alto rendimento está relacionado com um elevado cariz de exigência, que nem sempre é gerida da melhor forma por todos.

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publicado às 21:02

Por um segundo se ganha, por um segundo se perde...

por Radiografia Desportiva, em 04.11.15

Já o professor catedrático português Manuel Sérgio dizia: "O desporto é o fenómeno cultural de maior magia no Mundo". E facilmente se percebe porquê...


Praticamente qualquer pessoa gosta de ganhar no último minuto ou segundo e a sensação para o adversário é horrível e de injustiça. Mas a sorte, procura-se e é treinada todos os dias.

Mostramos uma compilação de golos nos últimos momentos da partida, que decidiram jogos, taças, campeonatos e competições europeia. São 7 minutos arrepiantes de verdadeira emoção de desporto.

 

 

A melhor forma de mostrar respeito e consideração por uma equipa ou adversário, é lutar e jogar o melhor possível até ao último minuto, independentemente do resultado.

 

Até mesmo noutros desportos, como atletismo ou natação, vencer é cada vez mais difícil. Até mesmo quando há hegemonia numa modalidade (como em provas de velocidade).

 

Por exemplo, desde 2008, tem sido Usain Bolt contra o resto do Mundo. Mas, os adversários têm encurtado a diferença que outrora era praticamente impossível de alcançar! 

 

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publicado às 16:27

Dor lombar no ténis

por Radiografia Desportiva, em 01.11.15

A temática do novo artigo da Radiografia Desportiva é sobre dor lombar no ténis. Mas começamos pelo relato do melhor dia de sempre para o ténis português!

 

No dia 1 de Novembro de 2015: João Sousa venceu o ATP de Valência, Gastão Elias no Peru (Challenger) e Frederico Silva (Future) no Egipto! É sem dúvida, um excelente motivo para acreditarmos que Portugal, poderá ter um atleta no top 10 mundial brevemente.

 

Recordamos o "match-point" da vitória de João Sousa, que assim consegue atingir a 34ª posição no ATP World Tour.

 

 

O ténis tem uma caracterização complexa, pois é um desporto de força, rapidez, resistência e precisão. Os jogadores necessitam de se mover rapidamente, fazer mudanças de direção, parar e realizar novos arranques mantendo o equilíbrio do corpo. Os jogadores devem fazer um treino físico para serem capazes de aguentar as exigências do jogo e diminuir os factores de risco.

 

A prática de ténis pode originar lesões no sistema músculo-esquelético. Há lesões mais comuns e outras mais específicas consoante a idade do praticante, o seu nível competitivo e o tempo de exposição ao risco da prática. (Oliveira, Elliot, Coutinho, Araújo & Carvalho, 2007).

 

A dor lombar pode ser definida como uma intolerância à atividade devido a sintomas lombares ou sintomas lombares associados a sintomatologia nos membros inferiores. (Cruz & Serpa, 2005).

 

Existe uma série de origens para a dor lombar em atletas de ténis. As exigências físicas inerentes ao desporto na região lombar e no tronco combinadas com padrões de reduzida flexibilidade resultam, frequentemente, em lesões de sobrecarga. Outras potenciais causas de dor lombar, incluem a degeneração do disco intervertebral, síndrome das facetas e espondilólise, devido a repetidos movimentos de hiperextensão e rotação da coluna. (Kibler & Safran, 2005)

 

Na prevenção de lesões de sobrecarga na coluna lombar é fundamental fazer a análise de todo o processo de treino (aspetos físicos, técnicos e tácticos) e as suas condições com as características individuais (componentes anatómicos e funcionais) de cada atleta, sendo essencial para este aspecto uma cooperação entre treinadores, fisioterapeutas e outros profissionais envolvidos. (Oliveira et al, 2007)

 

Os factores de risco da dor lombar que podem ser modificáveis passam pela flexibilidade, tempo de recuperação, factores psico-sociais, tipo de piso e calçado, tipo de treino e erros nos gestos técnicos.

 

Curiosidade: cerca de 40% dos tenistas profissionais, desiste de um torneio por ano devido a dor lombar.

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Cruz, E. B., Serpa, R. (2005). Padrões de dor lombar: categorização dos sinais, sintomas e restrições da capacidade em utentes com dor lombar. EssFisiOnline. 1(2): 15 – 25.

Kibler, W.B., Safran, M. (2005). Tennis Injuries. Individual Sports Medicine Science. 48: 120 – 137.

Oliveira, R., Elliot, B., Coutinho, C., Araújo, D., Carvalho, J. (2007). Investigação e Ténis. FMH Edições.

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publicado às 23:19


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